Em todo o mundo, já faz alguns anos que vários países, incluindo o Brasil vêm enfrentando um sistema educativo experimental, por assim dizer, na perspectiva de mudanças na área social, familiar, política e religiosa.

Trata-se de uma corrente ideológica “transformadora” que tem explorado várias áreas do conhecimento.

Atuante e incisiva em sua proposta de mudanças conceituais, essa corrente age em todas as camadas sociais ditando comportamento  de maneira sistemática, contando, na maioria das vezes com o apoio da grande mídia, por insistir na defesa da liberdade do culto a tudo o que promova libertinagem e rompimento com os padrões morais da ética cristã e da família tradicional.

Inversão de valores, padronização forçada na cosmovisão política, doutrinação marxista na vida acadêmica, tanto no ensino público como em escolas particulares, são algumas das principais táticas utilizadas pelos “embaixadores” dos ideais de Karl Marx.

Para obterem êxito na desregrada missão desestruturadora da família, da fé cristã e da igreja, procura-se manter laços de amizade com lideranças eclesiásticas de modo a utilizar tais lideranças como verdadeiros cabos eleitorais para eleger seus representantes em cargos públicos. Não raramente, vemos líderes de igrejas tentando desvincular preferências políticas da vida cristã, sob alegação de que Deus não se envolve com sistemas governamentais humanos.

Entretanto, é preciso afirmar que nossas escolhas têm papel fundamental naquilo que esperamos para nossa sobrevivência como um todo. É a lei da semeadura que, sendo praticada de maneira coletiva ou individual, se reflete em colheita.

Quando o justo governa o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme.    

Provérbios 29:2

Marxismo: um modelo que não deu certo

Sob a bandeira do comunismo, tanto Josef Stalin como Mao Tsé-Tung causaram milhares de mortes para se estabelecerem no poder em seus respectivos países. A União Soviética fracassou em suas políticas socialistas, a China passou a ser um país capitalista sob o “disfarce” comunista para continuar oprimindo seus cidadãos e exercer um rigoroso controle religioso e midiático no país, Cuba tem uma economia estagnada no vermelho  e está tecnologicamente atrasada em relação a praticamente o resto do mundo, a Venezuela está na “UTI” da economia, a Bolívia se fecha para as igrejas, para o mundo e desmotiva seus moradores, a Argentina, até os dias atuais, colhe os resultados de anos de suas políticas socialistas, e Brasil está pagando todas as contas geradas nos governos socialistas, desde Itamar Franco, FHC, Lula, Dilma, incluindo o atual governo Temer.

Mas qual è o problema do socialismo? O socialismo marxista  defende duas formas de implantação de seu modelo de governo: ou toma-se o poder pelo uso da força, ou conquista-se o poder por meio do voto, e, neste caso, estando no poder, quando necessário, compra-se apoio para implementação, aprovação de projetos  e legislação de acordo com as bases socialistas para que o povo, ao iludir-se com políticas populistas, os perpetuem no poder. Isso nos faz entender as motivações que têm enterrado nosso país em um “mar de corrupção”, tais como mensalão, obras superfaturadas, petrolão e outras “criativas” formas de apropriação do dinheiro e do patrimônio público, deixando a população desacreditada com relação ao futuro de nossa nação.    

Gramscismo: uma versão branda à proposta marxista e o que Bíblia tem a dizer sobre isso

Não temos que defender candidato “A” ou “B” em nossas escolas, igrejas ou púlpitos. Porém, me parece dentro dos limites da ética, manifestarmos uma clara posição sobre aquilo que as Sagradas Escrituras se opõem de forma nítida. O gramscismo é aquele movimento que, ao invés de defender a tomada do poder por meio da força e do derramamento de sangue  para implantação do "kit socialista" como aconteceu na antiga URSS, China, Cuba etc., defende que não é necessário o uso da força para isso, pois há como doutrinar as pessoas de forma paulatina em nossas escolas, igrejas e comunidades em geral.

Em uma versão mais "branda" do comunismo marxista, o gramscismo também entende que é preciso conter as diferenças de classes começando pela família, atingindo em cheio aquilo que foi estabelecido desde o princípio pelo Criador. A tentativa de romper com três das principais cordas (igreja, família e o reconhecimento da nação de Israel), pelas quais estamos ligados a Deus e a Cristo Seu Ungido, parece ser a última grande "sacada" do grande usurpador que também é chamado de antiga serpente o diabo e Satanás.  Vejamos o que a Bíblia diz sobre isso:

1 Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs?
2 Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:
3 Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.
4 Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.    

Salmos 2:1-4 

Ademais, como não nos posicionar sobre ideologias?

Sei que serão eleitos aqueles que estão dentro de um "propósito  mais elevado do que o querer humano". Nessa perspectiva, não há necessidade de se fazer menção a nomes de candidatos ou partidos políticos em nossos púlpitos ou igrejas, porém, creio que devemos sim, defender a posição Divina quanto as ideologias. Podemos, como cristãos, aconselhar nossos semelhantes a prestar atenção em quem está em defesa da família, tal como ela foi originalmente constituída, quem é favorável à igreja, quem defende a nação eleita que, à luz da Bíblia Sagrada é Israel, e quem se posiciona de forma contrária a esses princípios.

Longe da pretensão de ser o dono da verdade, exponho  apenas minha modesta opinião com base na observação e conhecimento de mundo adquiridos ao longo de alguns anos de interesse pelo estudo das transformações que englobam aspectos antropológicos, filosóficos e cristãos. Portanto, assim como muitos já fizeram, faço o uso de minha liberdade de expressão assegurada pela Constituição Federal em caráter informativo, tão somente com a intenção de contribuir para que tenhamos um mundo melhor. Deus abençoe e guarde o Brasil!  

Autor

Paulo R. Kliguer

Paulo R. Kliguer

🏠 Curitiba - PR
Professor de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e pastor na Igreja Batista do Sétimo Dia em Curitiba - PR.

Total de Artigos: 1

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