A declaração “Deixarei meu filho crescer e escolher as suas crenças”, exceto seja dita por pais ateus, está fundada na quimera de que “todo caminho leva a Deus”. Presume-se, então, que pais cristãos não assumem tal postura, pois receberam das Escrituras a ordem: “Educa a criança no caminho em que deve andar” (Provérbios 22:6) e a certeza: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Se Jesus é o Caminho e somente por Ele é possível chegar ao Pai, logo, há apenas um caminho que leva a Deus: Jesus Cristo. A educação da criança precisa do Evangelho do Salvador. Se ao crescer, sua decisão for distanciar-se do Caminho, que os pais não sejam culpados de negligência, mas tendo direcionado, mediante às Escrituras, os passos dos pequenos pés sob seus cuidados, descansem na Soberania divina.

Os pequenos também têm sede de Deus e o mundo está pronto a apresentar-lhes um cardápio de cálices transbordantes de promessas com diferentes sabores para embebedá-los, no entanto, a sede espiritual não será satisfeita com nada menos do que a Água da Vida; Jesus não a negou a pessoas que os homens menosprezavam, a oferta é feita a mulheres, a samaritanos (cf. João 4:6-14) e quanto às crianças, não as impeçais, deixai que venham à fonte, deixai que bebam da Água que jorra para a vida eterna, pois dos tais é o Reino de Deus (cf. Marcos 10:13.16). Não subestimemos a capacidade das crianças em entender o Evangelho, a luz do Espírito sobre a mente de um pequenino é capaz de confundir grandes sábios, a piedade alimentada na infância é antídoto que as poupa de inúmeros pesares.

Além do reconhecimento da necessidade da pregação do Evangelho às crianças, deve haver o cuidado para que o mesmo não seja trocado por desenhos da arca de Noé, narrações de histórias sem a devida ligação com o Plano Redentivo, finalizadas com aplicações legalistas, nem por músicas que se ocupam em aperfeiçoar o pulo, o grito e a dança, com o nome de Jesus citado somente para justificar o rótulo “gospel”; que o poder do Espírito Santo pela aliança feita com Sansão não seja atribuída aos cabelos, que Jonas no ventre do peixe aponte para Cristo e sua ressurreição, que Jesus não pareça ter começado a existir no estábulo.

Afora as poucas horas semanais que a criança se faz presente na salinha da igreja, na maior parte do tempo, as mentes dos pequeninos são expostas à televisão e à internet, a educação na escola não se limita a alfabetizar, mas a influenciar culturalmente, a doutrinar politicamente; os pequenos não tardam a conhecer a ideologia de gênero e serem levados a questionar sua própria sexualidade, a monstruosidade da erotização infantil é aceita como arte e educação por muitas autoridades no Brasil, que não querem esperar seu filho crescer e escolher suas crenças. Cabe aos pais a responsabilidade de ensinar aos filhos, “assentado em casa, andando pelo caminho, antes de deitar e ao levantar” (cf. Deuteronômio 11:19-20), protegê-los com a verdade para que chamem o mal de mal e o bem de bem, para que sejam firmes o suficiente para não serem modelados pelas mãos do mundo.

As crianças podem e precisam ouvir o Evangelho puro, sem adornos adicionais. É de extrema importância que elas conheçam a veracidade e suficiência das Escrituras; os atributos de Deus; a Trindade; a verdade sobre o pecado; a realidade da condenação; a salvação pela graça, por meio da confiança em Cristo; e só então estarão protegidas contra os dardos inflamados do Maligno. Como afirmou o príncipe dos pregadores, Spurgeon:

“Que bênção será se nossas crianças forem bem enraizadas na doutrina da redenção por Cristo! Se elas forem avisadas contra os falsos evangelhos desta má era, e se forem ensinadas a descansar na rocha da obra completada de Cristo, poderemos esperar que a geração depois da nossa manterá a fé, e que será melhor do que seus pais foram”[1].

No intuito de fornecer uma ferramenta útil no ensino da doutrina da Redenção aos infantes, escrevi um livreto intitulado O Plano de Salvação em versos. Almejo que essa obra auxilie os pais e professores, bem como sirva de incentivo aos estudiosos da Bíblia, para que atentem à necessidade da produção de material bíblico doutrinário acessível às crianças. Foi produzido um vídeo[2] que dispõe do conteúdo do livro, com exceção do apêndice (que inclui perguntas e respostas relacionadas à Trindade, à filiação divina de Cristo e necessidade de sua morte) incluso na versão impressa, a qual pode ser enviada a todo o território brasileiro, entrando em contato através deste formulário.


[1] Spurgeon, Charles Haddon. Pescadores de crianças: orientação prática para falar de Jesus às crianças. São Paulo: Shedd publicações, 2004, p 73.

[2] Paz, Karoline Evangelista da Silva. O plano de salvação em versos. João Pessoa, 2018. 

Autor

Karoline Evangelista

Karoline Evangelista

🏠 João Pessoa - PB
Formada em Teologia pelo Seminário Teológico Congregacional do Nordeste; Pós-graduanda em Teologia pelo Centro presbiteriano de pós-graduação Andrew Jumper (Mackenzie); Fonoaudióloga (UFPB), Mestranda em Fonoaudiologia (UFPB/UFRN) Membro da Igreja Presbiteriana do Bairro dos Estados em João Pessoa-PB

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